31.12.09

T: folhas varrem folhas



a descer do pico da memória, 
jardim de angra do heroísmo.

30.12.09

T: bem me lembro



mais de um dia

back and forth over the atlantic ocean

26.12.09

CT: pequeno salto em lado




CT: grande salto em trás

sem rede. ao ler o título, complexity and contradiction in architecture. de robert venturi. entre a tralha espalhada em redor da minha cabeça meio partida, encontro(-me n)o desenho. e a mão desenhadora, naturalmente. não vejo é a citação bíblica. agnostiquei-me muito de lá para cá.

25.12.09

CT: is beauty a subjective matter?


after yester day's food for soul and food for body, to day's food for thought is just giving me a perfect break.

CT: and to be seen




CT: to see




24.12.09

CT: cristumas

a ser vivido, como é devido, entre o que tenho e o que me falta.

CT: swedish christmas prep

this is becoming really fun. specially the practice of writing a little poem in every christmas present. I have been doing my best, most of the afternoon, trying to relate every person (we will be six) with the thing I have for her, both in rhyme and with rhythm. inspired by the flavors coming out of the kitchen. anyways, the ham is still in the oven, the sweet rice already in the fridge.

23.12.09

CT: passo a passo

na época do laço e do abraço é-me difícil o passo. trespasso? ultrapasso? compasso? não, perpasso. quando não impasso ou até desfaço. mas sempre repasso tudo o que faço e assim me maço. me maço e maço.

CT: soul and body




22.12.09

CT: good news

companheiro independe de camarada: com o primeiro partilha-se o pão, com o segundo o aposento. 

CT: yes,

my eyes go looking for flying saucers in the sky

20.12.09

CT: o áspero e o macio



 

   Yale Art and Architecture Building, Paul Rudolph

18.12.09

CT: a memória e o esquecimento

dantes bastava-me guardar uma imagem, uma nota, um nome.  era tudo o que precisava para tornar presente o passado no futuro. agora, menos de um ano depois do que esteve na origem do registo, sou capaz de já nem me lembrar da razão por que o fiz; quanto mais recuperar o acontecimento de que ele pretendia ser índice e mnemónica.
foi assim que a minha lista de entradas "históricas" se tornou num impenetrável/inviolável conjunto de sinais. perdido o poder desdobrativo das palavras ou das imagens que a constituem, ela passou a ser tão estranha para mim como se tivesse sido escrita por outra pessoa.  olho-a como se olha uma  lista de nomes de filmes que nunca se viu, ou de romances que nunca se leu, apesar de saber que por detrás de cada entrada está uma "história" de vida da qual fui protagonista em duplicado: vivi o que entretanto desapareceu e escrevi o que agora me aparece.
o que me dirá, quando daqui a tempo voltar a ela, cada um dos itens da lista (natal 2009, 17, CT) que se segue
  • jiaozi e guido  (rockabilly, lolitagoth)
  • nova york: bosom buddies
  • a vida ao branco (desenvolver)
  • commons não mediterranea sim
  • arquitectura recomendada pelo d.b.
  • "couch living"
  • identificacão com fanfas

17.12.09

CT: o doce e o salgado

nas delicadezas compradas fora e deliciosamente comidas dentro;  no pão caseiro cujo sabor vi ser feito honestamente de sal e de mel; logo e tanto no alcaçuz, escuro e brilhante, como a (primeira) noite, e igualmente estrangeiro ao local.

CT: o quente e o frio


beinecke rare book and manuscript library,
gordon bunschaft (skidmore, owings and merrill)

gloriosa a forma como a luz transforma a pedra-mármore
do exterior  no brocado-seda do interior; como o branco,
o opaco e o baço de fora (não) é o dourado, o transparente
e o brilhante de dentro.

ainda um pouco abalada

15.12.09

estou de abalada

abalo para ocidente do ocidente, de onde vou abalar. abalada por não estar abalando para oriente, uma inversão de rotina que abala o meu sentido de orientação. ocidentalização desabalada. desorientada.

14.12.09

palminhas olaré

texto muito interessante sobre pessoa cuja leitura vem mesmo a propósito: segundo a conferência episcopal portuguesa, a recente entrega do prémio pessoa a um tal clemente, bispo do porto, deixou o poeta "a bater palmas junto de deus".

o que farei SEM este blog

do qual depois de amanhã me vou incertamente separar por tantos e tão desvairados dias? 

13.12.09

no seguimento do post anterior

baby sitting

- a avó sabe dizer palavrões?
- sei alguns...
- quem é que lhe ensinou?
- foi o avô.
- então diga lá!
- não gosto de dizer palavrões. e a t. sabe?
- sei imensos.
- como por exemplo?
- "merda"..., "puto", "estúpido"...

12.12.09

more on the same

In the end, what is to be done? After watching “Capitalism,” it beats me. Mr. Moore doesn’t have any real answers, either, which tends to be true of most socially minded directors in the commercial mainstream and speaks more to the limits of such filmmaking than to anything else. Like most of his movies, “Capitalism” is a tragedy disguised as a comedy; it’s also an entertainment. This isn’t the story of capitalism as conceived by Karl Marx orNaomi Klein, and it certainly isn’t the story of contemporary American capitalism, which extends across the globe and far beyond Mr. Moore’s sightlines.
(...)
As it happens, the most galvanizing words in the movie come not from the current president but from Roosevelt, who in 1944 called for a “second bill of rights,” asserting that “true individual freedom cannot exist without economic security and independence.” The image of this visibly frail president, who died the next year, appealing to our collective conscience — and mapping out an American future that remains elusive — is moving beyond words. And chilling: “People who are hungry and out of a job are the stuff of which dictatorships are made.” It’s a brilliant moment of cinema both for the man delivering the speech and for Mr. Moore, who smartly realized that he’d found one other voice that needed to be as loud as his own. 


e mais concordância muita com new york times

capitalismo: uma história de amor


is by turns crude and sentimental, impassioned and invigorating. It posits a simple moral universe inhabited by good little guys and evil big ones, yet the basic thrust of its argument proves hard to resist. 

muito concordo com critica do guardian

sophia ou a perseguição do real

um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso.

10.12.09

lá está,

assistir ao aparecimento do presidente da república de mãos dadas com a sua mulher, em tudo o que é cerimónia oficial (prática que julgo ter sido, em má hora, inaugurada pelo actual "casal" * presidencial) deixa-me sempre bastante constrangida. ou não fosse ele o presidente de todas as portuguesas.
admito que outros presidenciais entrelaces manuais não me provocam a mesma reacção alérgica. e aceito que estou a usar de dois pesos e duas medidas. mas como não o fazer se em obama o que se mede é o movimento, a liberdade e a alegria corporais enquanto que no corpo de cavaco o que nos pesa é a rigidez, a contracção, e a desconfiança mentais? se as mãos dadas do casal barack-michelle relevam de uma eufórica ofensiva face à vida e ao mundo e as mãos dadas de aníbal-maria revelam a imensa tristeza de uma atitude defensiva?


"casal" com aspas, sim senhora, porque o que elegemos foi um indivíduo e não um casal.

9.12.09

encarcerada na flexão verbal


há muitos anos e num local distante, um vulgar lápis subitamente atirado à minha cabeça só não mudou a história porque eu não * à altura dela.

* só em fantasma posso usar o verbo: o imperfeito  'estava' acentua que agora 'estou' (uma vã glória) e o perfeito 'estive' omite que agora 'estou' (glória em vão).  

8.12.09

melhor do que isto é difícil


ocorre-me agora avisá-la que a mãe não vem cá de férias, que eu estou a precisar imenso de mãe e por isso espero que a mãe precise de filha. vamos trabalhar imenso, vai ser uma canseira. as mães mãem as filhas filham, diria confúcio se tivesse nascido moça.

ducha


não sei

se a  minha alma espera pelo senhor mais do que as sentinelas esperam pela aurora; sei que a imagem fantasticou o meu corpo em sentinela que espera por uma alma.

se tudo é vaidade,

então a vaidade é tudo. mesmo a humildade.

8 de dezembro

dia de nossa senhora da conceição, acho que é mãe de deus, rogai por nós.

7.12.09

depois da queda das chaves no boeiro

a prudência recomendava a mudança dos canhões ...



6.12.09

sem culpa

não sou capaz de me deitar na cama a ler um romance numa tarde domingueira de chuva fria; tal como não consigo ver um filme, comprado, alugado, emprestado, ou downloadado para o meu computador, enquanto houver, no mundo, alguma luz do dia. *

* mesmo em escuros dias sem luz ou em casas com todas as portadas das janelas fechadas

5.12.09

de re diplomatica

depois deste nosso reencontro... passados mais de 30 anos, gostava... se você não se importasse... gostava de lhe perguntar uma coisa...
- ora essa, faça favor.
- é uma questão pessoal... é que tenho tido curiosidade, toda a noite... você foi sempre assim?
a mão com que a mulher não agarrava o iphone voou automaticamente para a cabeça enquanto a voz lhe sumia.
- não. toda a vida tive cabelo. isto foi recente... um corte radical do qual já estou arrependida...
- então e como é que tinha o cabelo?
- não sei, normal, nem curto nem comprido, assim como toda a gente, anónimo ...
ainda olhava à roda a ver se alguém ia em seu socorro quando ele volta a atacar.
- não, não era o cabelo... do que me lembro é da cara... foi sempre assim, a sua cara?
- não. já foi nova...
- não, eu refiro-me ao nariz. lembro-me dele ser muito maior. eu, pelo menos fiquei sempre com a ideia de que você tinha um nariz assim bem grande...
a mão, que tinha ficado esquecida na cabeça, sobressalta para o nariz, cuja morfologia se demora agora a afagar e a apalpar, prova muda da normalidade do feitio e da mediania do tamanho.
- parece-me que sempre foi pequeno... enfim pelo menos foi sempre deste tamanho ... quer dizer, nunca fiz nenhuma operação plástica para o diminuir.
- não, não é isso. eu não estava a pensar num nariz descomunal... daqueles imensos que.... sabe, um nariz enorme... mas é curioso, de facto eu lembrava-me de si com um nariz grande. foi o que me ficou na memória, desse encontro, depois destes anos todos - foi uma mulher de nariz grande.

4.12.09

natal proletário

esqueci-me de explicar que para ouvir a música e a história do ary, no post os operários do meu natal, cada um dos meus seis mini-operários terá de clicar no seu próprio nome.
de facto, se clicarem na imagem, como bem protestou uma mãe (apressada), não vão parar a sítio nenhum.

a música,

que tu dizes transcender os espaços, para mim cria espaço(s). não sei é se a qualidade do espaço criado é uma criação da própria música ou da pessoa que a ouve. em suma, se sou eu que oiço a música ou se é a música que me ouve a mim.

a casa

quando passa de armário a cenário: do vermelho, do roxo, do amarelo e do predominante laranja, para trás, a luz coada pelo muito branco e plástico veneziano. isto de dia, que de noite são outras as vistas e portanto as cores.

3.12.09

anybody there?


United States
Haverhill, Massachusetts



2.12.09

resposta, desenvolvida, à teresa j.

e mais a myra, romance da maria velho da costa, que, de momento (ainda vou a meio), se me apresenta como uma fantástica (no duplo sentido da palavra) história de um amor entre uma menina "má" e um cão "mau".
também no campo da "ferocidade humana", os cantos de estima, um livro de poesia de uma jovem poeta brasileira, júlia hansen de carvalho, susceptível de ser downloadado daqui. escrita que, e seguindo o conselho do postfaciador da obra, venho longamente mastigando pelos dentes.
e afinal ainda no mesmo campo, uma tradução em português, da irigaray (apesar de fortuita, esta homenagem acaba por lhe ser  destinada...) intitulada je, tu, nous,* um texto e uma autora sobre o qual muito gostaria de a ouvir a si


* com autorização da j.butler, que, nesta entrevista, afirma dar a irigaray nas suas aulas... 

1.12.09

resposta à teresa j.


ando, entre a nostalgia e a esperança, a ler sobre o supercontinente
pangaea e sobre o grande oceano panthalassa que o rodeava... 

30.11.09

os operários do meu natal


chamam-se, por ordem natalícia:

teresa 
maurício 
francisco 
júlia  
emília  
clara

PS: obrigada rosava. sim, tinha visto/ouvido. mas depois de partilhado, esta manhã, ficou a saber-me de outra maneira... e claro ao tiago, do cinco dias, que ao relembrar-nos "isto"passa a ser também operário dos nossos natais.

29.11.09

(t)eco

teresa: a avó sabe quantos quilos é que eu já tenho?
avó: não, quantos?
teresa: oh mana diz à avó quantos quilos é que eu tenho!
clara: 17.
teresa: tenho 17 quilos. e sabe avó, na minha sala eu sou a menina que tem mais quilos. é verdade mesmo...

28.11.09

joão abel manta


uma exposição imensa: imensas obras, pintura imensa; vida imensa, imensos mortos, uma imensidão de referências culturais, as artes todas, da literatura à música, passando pela pintura, pelo cinema e pelo bailado; a imensidade do sexo, do amor e da morte - o trabalho intenso.
no palácio galveias até meados de janeiro

27.11.09

eu já downloadei e vocês?












aqui encontrei a Ideia e daqui a downloadei.

as primas

disse-me que estava farta da sua vida de empadas rápidas, que ultimamente também desgostava muito do metrô, e que, apesar de não ser pessoa para grandes grandezas, invejava a prima, uma senhora fina que comia camembert ao pequeno-almoço.

sem titulo (mas com destinatária)

    

com título (mas sem destinatário)


26.11.09

ap makes sense

de um mundo de mundos do passado ao mundo sem mundo do presente: eis o caminho tomado pelo mundo.
percebo a desilusão dos que, como tu, regressam ao que foi, e deveria ter continuado a ser, o ponto nevrálgico do(s) mundo(s).

25.11.09

long live budhism

depois de ler esta notícia apetece perguntar, à sérgio godinho: o que é o budismo tem que é diferente dos outros? 
quanto a mim, o que o budismo tem (de diferente dos outros) é uma visão naturalista do mundo. isto é, o budismo é bright.
para dizer o mesmo por outras palavras, posso também dizer assim: é por não ser uma religião que a "religião" budista, é a única, entre todas as religiões existentes em portugal, a não contestar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. * 


* isto se por religião se entender, como é o meu caso, um sistema do pensamento baseado num conjunto de valores, crenças e  práticas, definido por referência a uma ordem ou a uma entidade de tipo sobrenatural. 

adverbiage

acabo de inventar um novo advérbio:
almadamente,
a maneira menos solitária de se estar entre gente
de mais cedo saber alguma coisa tardiamente.

al ma da na da da men te,
alma danada da mente,
almada na mente,
al madanada -
racional atitude de quem age apaixonadamente.

a própria idade horizontal
é fogo devoluto que arde friamente.

23.11.09

lembrança poética de uma amiga e amizade lembrada de uma poesia

não é que se fica sempre, lá como cá, antes ou depois de todos os naufrágios, no formato de não se ficar o mesmo?

retoma ligeira

do blog que viaja de táxi pela cidade.

amadora-este


torresmos
paio alentejano
caldeirada de cação
sopas
batatas guizadas
pézinhos de coentrada
feijão branco com cenoura
saladinha
vinho de pias
dois guterros
uma guterra
uma pendura

gormley: corpo e espaço

depois do plinto humano, em trafalgar square, antony gormley ("o corpo é a única parte do mundo material dentro da qual eu vivo”) tem agora em pequim uma "outra singuralidade" através da qual propõe aos visitantes a experiência do “corpo no espaço” e do “espaço dentro do corpo”.
o trabalho deste escultor britânico (que teve uma destas peças exposta no átrio da gulbenkian há pouco) tem sido muito o de testar e, como ele disse algures, tornar porosos os vários limites do corpo: desde logo a pele do corpo (dentro da qual vivemos), mas também as roupas com que o cobrimos, a arquitectura dentro do qual o abrigamos, e ainda aquela espécie de "pele perceptual" que é para nós o horizonte.

mudar o mundo: a proposta de gormley

22.11.09

duas em uma

invejo bastante a relação de grande intimidade que a g. tem consigo própria. não me parece que ela se sinta sozinha nos dias de chuva. é como se estivesse casada. ou tivesse uma irmã. esté.

19.11.09

mirtilo e roseira brava



tautologia amorosa

teresa* para mim-mãe: a mãe vai dizer ao pai que a teresa é...
mim-mãe para teresa: que a teresa é ... a teresa?
teresa para mim-mãe: sim, a teresa. a mãe vai dizer ao pai que a teresa é a teresa?

nota do tradutor: nome de origem grega, não se sabe se derivado de θερος (theros) "verão", se de θεριζω (therizo) "ceifar", ou se de "therasia", nome de uma ilha grega, que se espalha na península ibérica durante os século x e xi

18.11.09

a parição

sentada, suficiente e tranquila. era o abrir da tarde, eu estava vestida de verde.
tu chegaste, despida de cor-de-rosa, os dedos compridos muito roxos (o que havia de criar o primeiro problema do dia mas eu ainda não sabia).
à noite começou a chover na cidade mas nenhuma de nós se apercebeu que o nosso mundo também estava a ir por água abaixo. dormimos de olhos abertos, sorridentes e inconscientes.  

só no trânsito para casa, três dias passados sobre o partimento, demos conta do terceiro que viajava ao nosso lado.

17.11.09

era uma vez

uma avó muito velhota que não tinha netos.
assim começa a história contada pela minha neta t.

desconstrutivismo


16.11.09

os dias

cortados às fatias.

15.11.09

tarot

não era nenhuma madame sosostris mas não deixava de ser uma clairvoyante famosa.

13.11.09

zhengming


lembram-se de termos discutido isto? a questão acaba de ser resolvida ao mais nível: a embaixada dos eua, em pequim, anunciou que o nome chinês do presidente obama vai passar a ser ōubāmǎ (欧巴马). 
a escolha desta variante, contra àobāmǎ (奥巴马), corrente na imprensa chinesa, tem que ver com o facto de ela ser foneticamente mais próxima da pronúncia inglesa do nome 'obama'.
pergunto-me se o portador irá saber da alusão europeia contida no seu nome. e, se souber, se se importará com ela. estou em crer que o seu cosmopolitismo o leve a não portar um nome às cegas. e, que pela mesma razão, não se rale nada de portar o nome da europa no seu nome inglês de origem africana.    


em chinês (é por onde "devem" ler, não façam como da outra vez) e em inglês.

à la facebook

gv likes this (reflexão do pedro mexia sobre as difíceis relações entre a amizade e o sexo). 

12.11.09

pedido de explicações (sinogramas acima)


o que é
peça famosa da "autoria" * de wang xizhi  (303–361), conhecida por "lanting ji xu", isto é, prefácio aos poemas compostos no pavilhão da orquídea. é um texto constituído por 324 sinogramas, dispostos em 28 linhas verticais (entre os quais o caractere  aparece 20 vezes sempre sob uma forma diferente), que descreve o ambiente vivido aquando de uma reunião, entre cerca de meia centena de intelectuais, ocorrida no ano 353, perto de shaoxing, na provínica do zhejiang.
o convívio foi animado, como era habitual, pela mistura do vinho com a poesia: sentados no jardim, ao longo das curvas e contra-curvas de um pequeno canal, pelo qual corre um fio de água, os participantes põem a flutuar as suas chávenas de vinho; sempre que uma chávena pára, a pessoa que dela está mais perto tem de beber o vinho e compor um poema; no final da noite, havia trinta e seis poemas compostos por vinte e seis participantes. 
o que diz
It is the 9th year of Yong He, in the beginning of late spring. We, all the literati old and young, are gathering at Lan Ting (Orchid Pavilion) on the northern slope of the Kuai Ji Hill. Amidst the gorgeous mountains and hills, dense woods and slender bamboos, the sparkling winding stream is flowing by. Seated in the midst of this scenery, short of the company of good music, we regale every single toast and poem that put us in the mood of a free and subtle dialogue.
It is a fine day with lovely breezes. Behold the magnificent universe with abundance of myriad beings. Stretch your sights and relax your minds. It is the supreme bliss the eyes and ears can achieve. How enjoyable!
While experiencing the ups and downs in our lives, we may be wakened by thoughts while meditating in a small chamber. Or, we may let go of ourselves in the open Nature. Choices plenty, tranquility or activity as one prefers. I am contented with whatever happiness is brought forth, however short the moment is. I am satisfied, not knowing that I am aging nor where I am heading, I am tired.
Things do change, only our feelings linger. What we used to be fond of will become the past instantaneously. We can't help but to cheer ourselves by recollection. Life, long or short, always comes to an end. An old saying has it that: 'Life and death are the ultimate things.' What a pain! Every time I read about the writings of people from the past, I always sense their feeling reflects my own. I can only lament but not know how to verbalize. Life and death may be merely an illusion. Yet it is ridiculous to equalize longevity with short-lived. The future generations will look upon us just like we do our past. So, I document the lives of the contemporaries and their works. Time has changed, yet the desire to express the feeling is the same. Those in the future shall get what I mean when they read this. tradução retirada daqui
links 
para o lanting shu
para wang xizhi 
ler mais (3)

* trata-se de uma cópia uma vez que o original, depois de perdido e reencontrado (após algumas peripécias rocambolescas), acabou, segundo reza a tradição, enterrado com o imperador taizong, dos tang, por via de quem ele tinha sido recuperado.

11.11.09

genug




a cliente:
acha que eu
ainda tenho cabelo?

a cabeleireira:
sim, tem o que precisa.

a cliente:
está bem.
vim para desbastar,
vou levar que baste...