5.12.09

de re diplomatica

depois deste nosso reencontro... passados mais de 30 anos, gostava... se você não se importasse... gostava de lhe perguntar uma coisa...
- ora essa, faça favor.
- é uma questão pessoal... é que tenho tido curiosidade, toda a noite... você foi sempre assim?
a mão com que a mulher não agarrava o iphone voou automaticamente para a cabeça enquanto a voz lhe sumia.
- não. toda a vida tive cabelo. isto foi recente... um corte radical do qual já estou arrependida...
- então e como é que tinha o cabelo?
- não sei, normal, nem curto nem comprido, assim como toda a gente, anónimo ...
ainda olhava à roda a ver se alguém ia em seu socorro quando ele volta a atacar.
- não, não era o cabelo... do que me lembro é da cara... foi sempre assim, a sua cara?
- não. já foi nova...
- não, eu refiro-me ao nariz. lembro-me dele ser muito maior. eu, pelo menos fiquei sempre com a ideia de que você tinha um nariz assim bem grande...
a mão, que tinha ficado esquecida na cabeça, sobressalta para o nariz, cuja morfologia se demora agora a afagar e a apalpar, prova muda da normalidade do feitio e da mediania do tamanho.
- parece-me que sempre foi pequeno... enfim pelo menos foi sempre deste tamanho ... quer dizer, nunca fiz nenhuma operação plástica para o diminuir.
- não, não é isso. eu não estava a pensar num nariz descomunal... daqueles imensos que.... sabe, um nariz enorme... mas é curioso, de facto eu lembrava-me de si com um nariz grande. foi o que me ficou na memória, desse encontro, depois destes anos todos - foi uma mulher de nariz grande.

8 comments:

  1. afinal havia outra e eu, sem saber,... sorria!

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  2. sendo gémeos, há muito que funciono num verdadeiro ménage à droit.

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  3. de re diplomatica
    rede diplomática
    ré de proplemáticas
    práticas não práticas
    estratégias táticas
    de que tu te ris
    ...
    grande grande era o nariz
    dizes tu que te alguém diz
    eu o quero sempre o quis
    que com ele era feliz
    digo eu pobre infeliz
    eu perdedora perdiz
    não me queres eu sempre quis
    tu que já tanto caís-
    te fundo nessa raiz
    de tão gostoso cariz
    em que vós tant@s caís
    nanja eu pobre infeliz
    nanja eu pobre infeliz

    -chora-se-me pràqui a nossa amiga, forçando repetitivas rimas em is, coxas, mais coxas que o desinfeliz caril tristonho com que hoje ela a coxa se me apresentou. brrr

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  4. ensandeceu a coxa!
    ele é "proplemas", "táticas", caril a despropósito. não me venham dizer que tudo isto não tem um cariz suspeito.

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  5. tudo isso eu senti,
    todas as gralhas vi,
    mas acusá-la de sandice?
    ah, a isso não me me atrevi!

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  6. pior que sandice
    seria velhice...

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