4.4.10

o sr. barão

um rio de água muito escura e brilhante na qual muitas e desvairadas pessoas se banhavam deliciadas. talvez mais uma estrada larga de mar nocturno, via líquida mas a descer como só um rio pode descer.
entre os banhistas, que discutiam com intermitente vagar o que poderia vir a ser uma poética da relação, ninguém parecia notar a presença de um barco imenso, atracado ao cais da universidade, cujo dono, um pequeno português sem pátria, casado com uma inglesa, estava ausente em parte incerta.

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