7.4.10

ida e volta

umas vez declino nomes - quase todos de mulheres, muitas vezes o dela, mas também de um ou outro homem (neste caso variando entre o apelido, o nome próprio e o termo de parentesco), de cães e até de países e cidades ambitados por ambas.
ontem, sob a recente inspiração do pure land budhism, repeti prolongadamente 'amithaba' até que a certa altura dei comigo a visualizar o que aconteceria caso o mantra produzisse o efeito pretendido por todas as conversas; então parei de repente com a lenga-lenga: "espera, se for mesmo para acordar, não abras já os olhos, deixa-me passar para outra coisa, uma ave-maria por exemplo, sob risco de muitas coisas perderem o sentido".
sinto-me cada vez mais a falar com um bebé revivendo a única experiência que tenho de conversar com pessoas que não me respondem. o sentimento deve ser tão forte que já me ouvi a auto referir-me na terceira pessoa...
também as festas que lhe faço são as festas que fiz/faço aos bebé da minha vida ou que estão por minha conta; e acompanho-as instintivamente pela toada do hmmmmmm (o 'm' é a nasal do deleite...) quando a quero embalar no sono ou, se é para a acordar, com as suaves e convencionais admoestações do tipo 'então isto é que é preguiça, vamos* lá a abrir os olhos..."

* só agora, na forma escrita, noto a forma plural do verbo usado (e não posso deixar de repetir, oralmente, incrível, incrível...)

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