9.4.10

flickr-blog

muito engraçada a diferença entre as atitudes implicadas/proporcionadas pela manutenção destas coisas a que chamamos blogflickr: no primeiro caso sou quase sempre eu a interpelar o mundo, no segundo é sobretudo o mundo a interpelar-me a mim. *


*se, como acredito, o "eu" é (parte integrante d)o mundo, esta distinção não faz qualquer sentido. é um "supônhamos"...

5 comments:

  1. *e viva o panteísmo!
    no nepal (como na índia), disse-me o efe-diplomata-às-vezes que um colega nepalês lhe disse, aqueles templos com pirâmides de sorridentes prazenteiras muitas gentes em festas eróticas, nas mais variadas impossíveis posições, não representam deuses nenhuns para adorar, representam sim os próprios nepaleses, que deuses se consideravam, cada um e casa uma, a gozarem todos todas em amor felizes, para assim se (re)produzirem eles elas deuses deusas sempre e mais.
    pois viva o panteísmo, este! - repito, e digo por mim brrr.
    brrr

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  2. your nepalese story is quite interesting, not to say exciting, but I cann't really figure out how to relate it with my flickr-blog thing...

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  3. como julguei se depreendesse do meu * inicial, foi o teu asterisco que me 'excitou'. se, deusa que és(!!!), o teu "eu" é (parte integrante d)o mundo, a minha evocação do panteísmo à nepalesa estará justificada. deuses somos nós todos, que bom! claro que a tudo isto digo brrr, velho que sou. brrr

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  4. és tu e o saramago, sempre em torno de um teísmo qualquer…

    ainda se me falasses do panteísmo dito “científico”, ou naturalista, aceitador da teoria da evolução e livre de crenças sobrenaturais… agora essas festas de pedra, essas festas em pedra, entre humanos que a prática do sexo tornaria deuses… essa crença religiosa que sem ser budista se rege por um sutra (da cama*) inexistente e rejeitado pela sangha búdica… não não chegava lá. embora tenha percebido, mind you, no teu asterisco, em nota de rodacabeça, uma referência (bem explícita) ao meu asterisco de rodapé.

    *ou ‘kama’, palavra que em sânscrito significa 'prazer erótico e estético' da qual, dizem algumas etimologias populares, derivaria a palavra 'cama', do latim tardio, do qual o português e o castelhano herdam as suas "camas"

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  5. não soube, vejo, bem transmitir a conversa mole do efe sobre o que um nepalês lhe disse. os humanos eram deuses de nascença, não se tornavam tal pela prática do sexo. o sexo degustavam-no, deuses, por gosto, com tanto gosto que, para prevenirem eventuais esmorecimento ou 'desgosto' e consequentes infertilidade e desaparecimento deles-próprios-deuses, construíam templos com esculturas espevitadoras do desejo.
    panteísmos, meu e do efe, são naturistas naturais naturalmente, só de humanos, a quem podem chamar deuses se quiserem, não há outros. teísmos, comigo, outros nenhuns por favor, nunca jamais. nem com o efe.
    *isso de 'kama' gosto, gostamos todos por aqui.
    brrr

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