5 years ago
26.12.07
24.12.07
lisboagas: uma verdadeira palhaçada
desde que, na passada quinta-feira, foi feita a primeira queixa de cheiro a gas no prédio, até hoje, dia em que se recebeu a 11º visita de "técnicos" das empresas sub-contratadas pela lisboagas para lhe fazerem o trabalho que toda a empresa de gas deveria fazer e responsabilizar-se por, já tenho uma coleccçao de 9 documentos (todos com o mesmo template mas assinados com nomes diferentes, às vezes aos pares, de empresas diferentes) entre termos de responsabilidade, vistorias, inspecções, relatórios e avisos. isto sem contar com os anúncios pespegados com cuspo numa parede do átrio do prédio, anunciando que vão cortar o gas, que já o cortaram, o que é preciso fazermos para eles o voltarem a abrir.
já tinham passado uns anos sobre a mudança de gás, processo durante o qual do fogão à caldeira não houve aparelho a gas que os tais sub-empreiteiros da lisboagas não tivessem deixado avariado ca em casa. e cuja reparação tive 'naturalmente' de pagar à minha custa. os suficientes para já não sofrer os sintomas do imenso trauma provocado pela inconsciente inépcia dos sub-empreteiros da lisboagas. mas não os suficientes, afinal, para me curar de uma doença , a dos empreiteiros da lisboagas, que, sem eu saber, se tonou afinal crónica.
perguntar-se-ão os meus amigos se afinal o prédio já tem gas isto é, se a avaria já foi resolvida. pois bem, no sábado estivemos sem avaria e sem gás. no domingo com gas e com avaria (o arranjo da primeira provocou uma segunda). hoje não sei - o gás não foi cortado e a avaria foi arranjada mas como quer o diagnóstico quer o tratamento efectuads pelo sub-empreiteiro de hoje, foram em tudo opostos ao diagnóstico e tratamento prescritos pelo sub-empreteiro de ontem, não posso sequer imaginar como estaremos amanhã.
já tinham passado uns anos sobre a mudança de gás, processo durante o qual do fogão à caldeira não houve aparelho a gas que os tais sub-empreiteiros da lisboagas não tivessem deixado avariado ca em casa. e cuja reparação tive 'naturalmente' de pagar à minha custa. os suficientes para já não sofrer os sintomas do imenso trauma provocado pela inconsciente inépcia dos sub-empreteiros da lisboagas. mas não os suficientes, afinal, para me curar de uma doença , a dos empreiteiros da lisboagas, que, sem eu saber, se tonou afinal crónica.
perguntar-se-ão os meus amigos se afinal o prédio já tem gas isto é, se a avaria já foi resolvida. pois bem, no sábado estivemos sem avaria e sem gás. no domingo com gas e com avaria (o arranjo da primeira provocou uma segunda). hoje não sei - o gás não foi cortado e a avaria foi arranjada mas como quer o diagnóstico quer o tratamento efectuads pelo sub-empreiteiro de hoje, foram em tudo opostos ao diagnóstico e tratamento prescritos pelo sub-empreteiro de ontem, não posso sequer imaginar como estaremos amanhã.
molho de natal
o natal é um tempo de qualidade semelhante à da masala no caril indiano. nele aparecendo misturadas todas as emoções humanas conhecidas, é impossível distinguir, na hora da ceia, o cheiro da dor do da alegria, o sabor das perda do das expectativa, o paladar da morte do paladar da vida. a sua natureza emocional e intelectual híbrida em tudo o afasta dos triviais molhos de mono sabor - do ketchup ao molho branco - com que, no resto do ano, defendemos a nossa sanidade mental diária.
20.12.07
18.12.07
paus sem cabeleira
comemorou-se a 11-11 (que outra data poderia ser melhor?) o festival dos 光棍 guanggun, palavra que à letra quer dizer 'ramo despido' (mas que em português eu gosto de traduzir por 'pau sem cabeleira'), isto é, 'solteiro'. ocupada com outros problemas chineses, não tive tempo para estes. quer dizer, não para os solteiros chineses, pelos quais nunca perco o interesse, mas para os debates em torno do que seria a actual falta de mulheres, ou o excesso de homens (depende do olhar) na rpc. apesar de atrasado, aqui fica um video comemorativo.
14.12.07
dear all:

13.12.07
art patronage

the building of the monastery
was funded by a tax on eastern spices
gosto da pragmática legenda desta fotografia dos jerónimos publicada hoje pelo guardian num dos vários artigos que dedica à assinatura do tratado em lisboa ...
12.12.07
'para brincar com a mãe'
diz a mensagem de email no qual a minha filha c me envia o video que aqui reproduzo. terá ela lido o post anterior? acho que não teve tempo... deve ser apenas um exemplo da intuição que funciona milagrosamente entre as pessoas que se amam.
de A a Z

tem sido o que tenho vindo a fazer, roeada, à esquerda pelo i-phone e à direito pelo novo mac os leopardo ligados entre si por um ténue fio muito curto no qual tento não me deixar enredar.
como classificar, nos contactos, o sr. jorge (lima) das persianas? não quero inclui-lo em 'p' (de 'persianas) muito menos em 's' (de 'senhor' como faz muito boa gente minha conhecida). mas a verdade é que se o categorizo em 'l' (como faço com todos os não me arranjam nada), sei que da próxima vez que a persiana se avariar não vou encontrar o número de telefone dele. e a d. amélia cabeleireira? neste caso, a questão complica-se quer do ponto de vista teórico - como descrever os mecanismos sociais que possibilitam a A lidar com B, numa base semanal e emocionalmente próxima, apenas lhe conhecendo o nome próprio (situação que, naturalmente, não se verifica no sentido oposto); quer do ponto de vista prático - como arranjar um pretexto para lhe perguntar pelo apelido?
as mesmas questões levantadas pela classificação de 'subordinados' se colocam na classificação dos 'superordinados'. só muda o ponto de vista e, como tal, a atitude do classificador. que, do paternalismo culpabilizado, desliza para o filialismo revoltado. os médicos são um bom exemplo. tal como me indigna que determinado clínico, a quem trato por 'doutor + apelido', me trate pelo meu nome próprio, também me rebelo interiormente por o incluir em 'd' (o que desde logo lhe confere, pelo menos na minha agenda, um estatuto social superior a muitos dos meus amigos que além de licenciados como ele, têm graus académicos superiores como 'mestres', 'doutorados', 'catedráticos', etc). por outro lado não gosto de dissolver entre os outros mortais um tipo do qual depende toda, ou importante parte (os olhos, o juízo, etc) da minha vida. além disso, ao fazê-lo estaria a fazer com ele o que não gosto que ele faça comigo. mas não é só no plano da radical (apetecia dizer ontológica) desigualdade social que lido mal com os números de telefone dos membros desta classe profissional. também as especializações se revelam particularmente difícil à classificação dos seus números de telefone. o do ginecologista, por exemplo, tem andado do 'd' para o 'g' passando pelo 'a'. também não gosto de ter o telefone do otorrino junto com o do oftalmologista, especialidades com estatutos absolutamente diferentes para mim. mas, por mais volta que dê, pela especialidade ou pelo órgão, não consigo sair do 'o' e também não estou disposta a largar o preconceito social que me impede de usar o 'v' para o oftalmologista.
também a classificação tipo páginas amarelas (amigos, canalizadores, carpinteiros, filhos, pedreiros, médicos, parentes, etc.) provou ser pouco eficaz devido sobretudo ao facto de muitas das etiquetas (por exemplo 'parente', 'amigo', 'filho', 'canalizador' e até 'médico') denotarem realidades sobreponíveis entre si. contudo, o pior sistema de classificação que já experimentei foi o geográfico. tendo vivido em alguns sítios diferentes, tal como de resto os meus classificados, tive um dia a veleidade de organizar os meus números de telefone pelo local onde eles estavam instalados. mas, tal como as pessoas mudam mais de cidade do que mudam de profissão ou de relação comigo, também as cidades mudam de país. em 1997, tive de passar os números de telefone de hong kong do 'reino unido' para a 'china' e dois anos depois, a mesma operação (só que em escala muito maior) com os números de telefone de macau.
Subscribe to:
Posts (Atom)