16.4.10

nã me dêxes da mão!

ainda apertas a minha mão na tua mão e apertas com força. mas continuas sem me  dar o mais leve sinal de que sabes a quem pertence a mão que tens apertada na tua.
parece-me ser com o mesmo cego entusiasmo que apertas a minha mão ou a mão da enfermeira que insiste em te dar alta, ou a até a manita da nossa conterrânea (com a qual, segundo boatos maliciosos que circulavam pelos corredores de são josé, conversavas durante a noite, depois de, durante o dia, nos castigares com o mais absoluto silêncio, isto apesar de eu também te falar de lagos, tal como a luz te fala do mar e da casa, de te falar de lagos e à lagos sempre que nas histórias que te conto, ou reconto, as personagens são locais - zé neto, sr. arménio, guida t essa mesma, d. piedadezinha, zé t. esse mesmo, sr, caetano, etc.). histórias que não irão ter fim mesmo que insistas em ficar a dormir por mais mil anos, só para fazeres empalidecer de inveja a branca de neve, que só dormiu 100, tu oh minha senhora de mim, meridional e oriental, pérola escura da manchúria.
convenhamos então que qualquer mão humana te serve para apertar. mas, e a serem verdade os referidos boatos, só a escura manita de uma verdadeira filha de legues te destrava a língua que xabregas te travou.
veremos agora em são miguel.

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