15.4.10

facelook

tenho andado divertida no/com o  FB. depois de tanto mal ter dito dele tem-me feito confusão este volte-face da minha parte. e tenho-o atribuodo, um pouco simplisticamente decerto, ao recente encontro com os micas (por maior que seja o meu amor por eles e o prazer que tive em revê-los e re-ouvir-lhes as vozes que tão e tanto conheço).
hoje, no entanto, ao deparar no canto inferior esquerdo, com a conjunção, a todos os títulos insólita, de um querido amigo taiwanês, ao lado da minha grande amiga i.m., encimados por um ex cunhado de quem gosto muito e por uma vizinha das noites mais antigas de verão, caí desamparada no dia em que fiz 60 anos - e no centro daquela megalómana 'filosofia' que esteve subjacente à sua organização: juntar, por uma vez, na vida, todas as pessoas da minha vida (o que depressa percebi ser ou equivaler a juntar todas as minhas vidas numa pessoa.
se não me sair a sorte maior para poder voltar a comemorar, dessa forma inclusiva, outra idade redonda que ainda venha a fazer, já não tenho de esperar pelo meu próprio funeral para a repetição do milagre da unidade do eu - basta-me abrir o facebook  e olhar para o canto inferior esquerdo: está lá a minha vida toda* que não é outra coisa senão as caras das pessoas com cujas vidas ela ela se foi fazendo.

*obsessiva como sou, temo que a partir de agora, os "meus amigos" no fb aumentem para números inverosímeis.

3 comments:

  1. não disseste foi que entretanto aprendeste a estar invisível no FB o que te permitiu olhar com vagar e atenção para casa função, cada retrato, cada conjunto de retratos, etc.
    a glória

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  2. tens razão, tinha-me esquecido desse pormenor que fez toda a diferença. ainda bem que mo recordaste. era quando me sentia vista, interpelada e agarrada por todos os lados, que fugia a correr.
    do vulgar

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  3. resumindo sem rodriguinhos: bisbilhotar incógnita!

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