28.8.07

identidade pessoal como falus?

ler isto (do pm em estado civil)
Lacan tem aquela frase extraordinária que cito muitas vezes: «O amor é darmos uma coisa que não temos a alguém que não precisa dela». O mesmo Lacan também explicitou que amamos no outro precisamente aquilo que ele não tem. E o outro fica fascinado com esse objecto de fascínio que é aquilo que imaginamos nele. O que o outro deseja não é aquilo que lhe podemos dar, mas aquilo que imaginamos nele. E que de facto não existe.
fez-me perceber o que me incomoda na relação com certas pessoas (com as quais é suposto ter uma relação de amor): não me sentir imaginada (por elas)isto é, não me imaginarem como eu desejo (preciso de?) ser (imaginada).
não, acho que não é só uma questão de falus. nem sequer sei se chega a ser uma questão de falus (pelo menos o que eu estou a dizer). talvez tenha mais a ver com a identidade pessoal, resultado de permanentes e sempre difíceis negociações entre o eu e o outro.