5.2.10

não é nada

foi então que a senhora de la palisse, reafirmando o seu pensamento, disse (a fazer-se retórica): "porque será que não há nada que remeta para nada?" apenas porque o nada não existe minha senhora. além disso, se existisse, não seria nada.

4 comments:

  1. porque habitamos todos, talvez por castigo, o império do sentido. condenados a produzir/reproduzir histórias e a atribuir/distribuir significados, que depois relacionamos entre si. toma, sagnipas, como exemplo, esta madeira em que apoio os meus pés: quem consegue ver nela (apenas aquilo que ela é -) a madeira? tu vês a árvore, eu vejo o carpinteiro, ele vê a cera, ela vê o ikea e por aí fora num desdobramento verdadeiramente infinito.

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  2. é essa espécie de abismo inevitável que cansa. ou melhor, o pensamento que não descansa.

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  3. se me continuas a mandar sms fico aqui a falar sozinha. outra maneira de falar contigo...

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  4. eu, brrr, confrontado embora com o escárnio e os palavrões (que omito ou eufemiso) da rimalhadeira (idiota parvalhão / quem te pede opinião? / seu palermão duma possa / olha as m….. que tu juntas! / mas há gv que te ouça / ou te responda às perguntas?), não resisto a transcrever, do 'invisible' de paul auster, estes dois versos que se diria traduzirem f. pessoa:

    never nothing but the dream of nothing
    never anything but the dream of all

    brrr

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