27.1.10

a vida ao calhas

de vez em quando os "contactos" do meu iphone perdem ou os nomes ou os números; o que é indiferente pois em nenhum dos casos consigo falar seja para quem for. no entanto uma ou duas horas depois, via mobile me, ou outros esquema qualquer que me ultrapassa, o que desapareceu tem voltado sempre a aparecer fazendo com que a ordem regresse à agenda, isto é, que os nomes das pessoas se voltem a casar com os seus respectivos números de telefone.
desta vez, passadas mais de 24 horas sobre o desaparecimento das pessoas, os meus quase 500 números de telefone continuam anónimos  e abandonados numa agenda real mas não actual.
olho divertida para esta lista de números, que sei corresponderem a corpos, imaginando ser assim que o mundo me há-de aparecer se um dia perder a memória: está tudo mas nada passa para ; deve passar a apetecer viver ao calhas (como vivem os vagabundos) e deixar-se do aristocrático viver à propos (estilo de vida dos oito príncipes).

6 comments:

  1. brrr sou e aqui (re)venho para me espantalhar com este fabuloso 'vida ao calhas', que é a meu ver todo um programa. nem li mais nada (claro que li tudo, mas deixem-me literatar-?-). 'vida ao calhas' é muito mais que circunstância, é A definição da vida. parabéns vg, perdão, parabéns gv. brrr

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  2. queria fazer dois brrr e dois sorrisos (deviam ser 3 afinal, um por cada r) mas hoje já estou na fase de teclar mais por intuição do que por visão...

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  3. 500 números é muito número!!!! Eu, que tenho aí uma dúzia e meia mal medida fico maravilhada como conheces tanta gente....
    De um modo geral costumo «usar cinto e suspensórios» ou seja ter os números no tlm e também numa agenda, cá por coisas....
    Mas tenho ouvido que se pode ir a uma loja e fazer um back up disso tudo. No caso de desaparecerem e voltar a por tudo no sítio.
    (estou aqui a falar mas também me desaparecerem uns que não estavam na memória ou lá o que é; mas ando a reconstituir)

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  4. Que me desculpe a Emiele mas acho que respondeu completamente ao lado uma vez que o que aqui foi posto em jogo não foi o número dos números de telefone que mantemos nas nossas agendas, nem os modos como nos precavemos contra a sua perda, mas os números de circo que mantemos nas nossas vidas!

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  5. sim a teoria circense esteve na base do post mas não tivesse sido a prática telefónica e ele não teria sido escrito. portanto, que me desculpe @ anónim@, mas não a emiele não respondeu ao lado.

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