13.1.10

passamento

do autor do blog buba que, só por modéstia, se assinava "ultra-passado".  ça peine para usar uma expressão sua, num post publicado em agosto passado: E sobre a vida e a morte o que eu gostaria e não sou capaz, era de pensar que a vida não tem nunca finais felizes e que à chaque jour ça peine. Quero eu dizer: Quando chega a hora de ficar sozinho e fico só comigo mesmo, há uma área em que ninguém me pode ajudar e eu penso como gostaria de pensar – e não consigo – à chaque jour ça peine. Ça suffit. E não consigo… Ninguém me pode ajudar. Sinto-me perdido.

11 comments:

  1. "Ninguém me pode ajudar. Sinto-me perdido" - é a triste trágica condição humana que a lucidez nunca deve ignorar mas que a mesma lucidez pode e deve relativizar sob pena de loucura ou suicídio. a vida, esta assim, é o que é, é o que há: jubilemus igitur! e parece que @s outr@s podem ajudar, só outr@s podem ajudar: ajudemo-nos. (isto saiu-me muito à séria, nem parece meu, brrr. a lo mejor, é doutr@).

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  2. ocorre-me um poema do P. Larkin cuja última estrofe é "man hands on misery to man./ it deepens like a coastal shelf./ get out as early as you can,/ and don't have any kids yourself. tb tem de ser lido relativizando a injunção para sairmos da coastal shelf. até porque na maioria dos casos, e das vezes, ça peine mas não queremos largar o que peina; e gostaríamos de gostar que ça suffisse mas nãp sufiça nada - vá lá saber-se porquê. e daí o sentimento de perdição do dr. salvador prata nada ultra passado, aos 86 anos de idade, cinco meses antes do momento seu passamento ultra.
    sim há os amigos. só há mesmo os amigos. enquanto lhes podemos lá chegar ou ser chegados. aproveitemo-nos portanto. cheguemo-nos. falaste bem apesar de falares a sério...

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  3. Qui serait assez insensé pour mourir sans avoir fait au moins le tour de sa prison? Et ça peine
    "Un autre m'attend ailleurs. Je vais à lui.
    .....
    Qui?
    Hic Zeno, dit-il. Moi-même.
    Yourcenar

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  4. creio que o autor do buba, mais talvez do que qualquer um de nós, se divertiria com estes comentários sobre o seu passamento.

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  5. sobre o seu ultrapassamento.

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  6. Tem tb. a ver com as ilhas, por alguma razão as afasteram.Quem escreveu a sério , escreveu muito bem. Mas quem sabe nadar, ou como nadar?

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  7. fj: algo falta nesse encadeamento de frases para me ser compreensível. ou ter-se-á enganado no post? perturba-me não entender um raciocínio.
    poderia, por uma vez, trocar por miúdos para gente menos superdotada,como eu, o q quis dizer? ou acha q seria "margaritas ante porcos"? :-)

    anonymous: não quereria dizer "gaudeamus" em vez de "jubilemus"? :-)

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  8. Prisão insular cujo "tour" teria de ser feito a nado? Ou de barco. Mas onde buscar a barca e qual o remador? ZM

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  9. Que melhor homenagem ao colega blogueiro ultra-passado do que estas pequenas ultra passagens em wit, knowledge and literacy? Joana

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  10. timoni querida
    jubilado que sou, prefiro 'jubilemus', para gritar (e saltar) de alegria (como o médico me recomenda), a 'gaudeamus', que implica uma alegria por ventura quieta demais para o meu feitio. mas estou disponível sempre, como sabes, para contigo me alegrar jubilosa e/ou 'gaudeosamente', ad libitum .

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  11. errata (por desventura errei): onde escrevi 'por ventura' leia-se 'porventura'.

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