2.12.10

facebook

passei a gostar do FB. longe vai o tempo em que me sentia a entrar na meia praia em agosto. o FB, sem eu saber bem como, passou a ser uma janelinha na qual me debruço, geralmente de manhã e à noite, a ver quem passa e a ouvir o que se vai dizendo na (minha) rua.
umas vezes meto-me na(s) conversa(s), outras finjo que não a(s) oiço. há quem se meta comigo, e eu dê troco divertida, e há quem se meta comigo e eu finja não ter ouvido. também há quem passe sem me cumprimentar.
mas, do FB, o que eu agora aprecio realmente é a oportunidade de conversar com a clara e o francisco. os diálogos começam geralmente por um "avoooooooooooooooooooooo" gritado de VB e ouvido distintamente em Lx. ao que se segue, do meu lado, um vocativo do género "Kaikas! tá aí?" ou "meu querido!, ou será querida?" (ontem a resposta imediata foi "querida").
e ontem era dia 1 de dezembro, feriado que expliquei pelo casamento do avô t. com a avó e. "a sério avó?". tão a sério. mas também falámos das dependências entre os reis portugueses e espanhóis e como a sorte, nesse jogo real, tinha calhado a um filipe de espanha.
confirmado o andamento na escola e o bem estar da minha most sweet room mate, não faço mais perguntas para não obrigar a minha neta clara a ficar ali parada, à minha janela, a conversar comigo. e, em menos  de nada oiço a sua voz a perguntar uma coisa a um vizinho, que eu não conheço, e, quase ao mesmo tempo, a responder a uma amiga cujo nome me é familiar.
não sabem o que dizem os que dizem que a internet nos fecha em nós próprios.

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