12.12.11

daily report

1. tentativa fracassada de recuperação do cartão MB: ida primeiro ao montepio cuja máquina o comeu e depois à CGD - onde não me devolveram o cartão, onde tive de escolher entre esperar uma semana, pela substituição do comido (9 euros) o qual, ainda por cima só pode ir para lisboa, ou pedir um novo urgente (perto de 30); escolhi o que vai para lisboa pois, não tendo dinheiro na conta tanto me faz ter cartão MB ou não ter.
2. tentativa fracassada de dar os restos de roupas dos guichas que rebolam no meu carro há quase três anos. apesar do letreiro dizendo "aberto" que estava pendurado na porta, estava fechado. voltei a carregar com a saca para o carro.
3. telefona o pintor, um dos, que já estava na casa para onde vim a correr. feito o orçamento, mantendo o amarelo - perto de 800 euros. de branco, como eu queria, seria 3 vezes mais. descorçoada.
4. requintadíssimo pequeno almoço porque com tudo o que há de mais simples e verdadeiro - pão genial, manteiga sem sal, queijo fresco e bom café.
5. parti contente para a sofa planet cujo orçamento para 10 camas com colchões, dos mais rijos, though ( e baratos) é de 1800.
6. ainda contente fui a Almádena, finalmente, conhecer a decoradora bela. mesmo programa, mas com uns colchões um pouco melhores, 2000.
7. era hora de vir o jardineiro do meu afilhado - um psicólogo que deixou lisboa e a clínica para vir tratar de jardins, e de uma horta, com o pessoal da sua empresa, para lagos. animada conversa e boas perspectivas de negócio. rondará os 40 a 50 por mês (e o sr. zé, um nortenho vivaço a pedir 150)
8. acabada a sanduiche de salmão e rúcula com um copo de leite, logo aparece o tipo da EDP que, além de ligar a luz, me deixou o contacto de um electricista para pedir novo orçamento.
9. telefona a menina da d. alice das cortinas que vinha medir as janelas e ver os sofás para fazer as capas. felizmente não há o tecido horrível que a ljuba queria. orçamento só das capas das almofadas 350.
10. ao fim da tarde chega o electricista recomendado pelo tipo da EDP que acaba de sair prometendo mandar o orçamento amanhã.
11. enquanto guiava o electricista pelo res do chão telefona o senhor do coisas e afins a perguntar se as camas eram para um hotel - parece que os preços são mais baratos. estúpida disse que não. mas ele promete desconto. será o terceiro. desta vez não pecarei por falta de orçamentos. já vou numa média de 2 para cada tarefa e ainda faltam muitos mesmos.
toda esta actividade sem um cêntimo no bolso já que ontem, esquecida de que não tinha cartão MB, fui aviar-me ao Lidl onde até tive de deixar as asas de frango e a garrafa de azeite para a conta não ultrapassar os únicos 40 euros que me restavam.
esta noite bebo um copo de vinho de porto (que sobrou do casamento) à minha relação com o Pedro, isto é, à nossa filha Rosa - o terceiro que sempre caminhará ao nosso lado.
 
tipo da EDP ligar os contadores. passou a haver luz e o nome de um outro electricista a quem logo telfonei pedindo orçamento.

ro(n)da

ando muito à roda.
sinto-me por vezes como um cão (se deve sentir) a farejar o seu território.
não tenho é a intenção de fazer xixi em canto algum.

21.11.11

mãe

vem do crisóstomo, naturalmente. mas sei bem quem, nestes tempos, se deve estar a sentir apenas metade de si próprio.

18.11.11

18-11

reconheço o barulho da chuva e o brilho intermitente do alcatrão. e pouco mais. este ano.

17.11.11

o inverno do nosso contentamento

a senhora, viúva e bem entrada nos 70 anos, sem filhos nem netos para amar ou tratar, não se conseguia decidir sobre o tipo de "coisa" com que sonhava preencher a sua vida. desde há alguns que se debatia entre o desejo de possuir um cão, a perspectiva de arranjar um marido, a fantasia de adoptar uma crianca abandonada ou mesmo, porque não, a aceitaçao de uma pessoa velha sem família; até a hipótese de se afeiçoar a um hamster lhe parecia plausível - o que era urgente, sentia cada vez com mais premência, era colocar uma vida no centro da sua vida, um ser vivo e sentiente cuja saúde e bem estar fossem da sua inteira e única responsabilidade. uma manhã destas de chuva, reparou, ao acordar, que diferentemente do que se vinha passando diariamente, há vários anos, a sua mente estava completamente vazia - a inexplicável hesitação entre os itens do seu catálogo secreto, não estava lá dentro. nem cá fora. ao encetar o seu dia, sentiu-se vagamente sozinha e, já a caminho da tarde, percebeu que a solidão tinha vindo a aumentar preenchendo agora uma parte substancial da sua mente. ainda havia uma claridade nos vidros das janelas quando a mulher percebeu que iria entrar na noite com a mente absolutamente atulhada de solidão. lembrando-se da insegurança permanente que lhe vinha da inexplicável hesitação entre o hamster, o marido, o cão, @ velh@, e a criança, a solidão pareceu-lhe um terreno seguro, uma realidade consistente, um ponto firme de apoio. já na cama, deitou algumas lágrimas, que não lhe souberam mal, antes de adormecer, descansada, na companhia da sua solidão. nessa noite sonhou que, sem saber como nem porquê, tinha colocado a sua vida no centro da sua vida, tomando, a seu único e exclusivo cargo, a saúde e o bem estar do corpo vivo e sentiente que era o seu.

16.10.11

meditação sobre a morte

à pequena perspectiva da mortalidade individual junta-se agora a grande perspectiva da mortalidade social. da mortalidade nacional, mais imponente, à la barreto, não me ocupo.

aniversários

fez um mês. estivemos em fez. nenhum aniversário se repete. la llorona. já não me consigo lembrar.

27.9.11

os acordes,

ora soltos ora frásticos, de uma flauta celebrando uma vida - esta morte? a tarde gelou disse o Tiago.

quand vient la fin de l'été

angosto vai se prolongando por selembro.

de vela

- olá prima. estive aqui sentado sozinho de manhã antes de toda a gente chegar. - sabe tão bem não é?