3.5.11

parlamento mental

na minha cabeça não existe apenas uma outra pessoa, como acontecia na cabeça do tipo que disse, uma vez, esta bela frase: there is someone in my head but it is not me. na minha cabeça existem muitas dezenas de pessoas, sujeitos que, por terem valores e personalidades muito diferentes entre si, e também por viverem confinados num espaço tão pequeno e fechado como é uma cabeça humana, estão sempre a discutir uns com os outros. situação que só não é alarmante porque  as pessoas que estão na minha cabeça souberam, em devido tempo, organizar-se em partidos políticos com eles formando um parlamento no qual ficaram representadas todas as tendências ideológicas, da extrema esquerda à extrema direita,* e a cujos debatos eu assisto, ora divertida ora comovida, raramente surpreendida pois os deputados eleitos pensam menos pela sua própria cabeça do que pela cabeça da sua formação partidária.

existe mesmo um deputado eleito por um partido de estrema direita, pró fascista, cujas propostas a favor da liquidação sumária dos inimigos, ou pelo encerramento dos órgãos de informação que o vilipendiam,  até a mim, que nada tenho a ver com ele, me fazem corar de vergonha. 

2 comments:

  1. saudade do seu parlamento mental. eu tenho um bando que ainda estão em dúvida entre a democracia, a hierarquia e a anarquia. estamos tentando misturá-las.

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  2. pena serem fechadas as sessões. seria divertido enviar representantes do meu parlamento ao seu e receber no meu deputados das várias tendências do seu bando
    quem sabe se um dia se descobre a maneira de abrir ao público as portas destes parlamentos mentais?

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