12.1.09

liberdade condicionada

há uns meses atrás tive uma "iluminação": o tempo tinha-se transformado no espaço, um espaço no qual eu tanto vagueava em liberdade como repousava embalada pelo fluir das próprias coisas.
este predomínio do espaço sobre o tempo tanto me permite fazer a experiência, eufórica, do viver no presente, confortavelmente alheada da tragédia agostiniana (o tempo é o que corre do que ainda não é, através do que é sem extensão, em direcção ao que já não é) como ter a alucinação, disfórica, de habitar uma cidade que sem ruas, praças, becos, escadas, jardins, mais parece o mar ou o deserto, os espaços onde a ausência de marcos (im)possibilitam todos os percursos.
será que os compromissos, os horários, os prazos, as marcações, funcionam, para o tempo, como os arruamentos e os descampados funcionam para as cidades?

porta-banana

lavável, muito leve e feita num material plástico suficientemente duro para proteger a sua banana de qualquer contusão, este elegante e super prático estojo pode ser usado na mochila desportiva ou na carteira de cerimónia, independentemente do que a mulher lá tiver dentro, tal como na algibeira do casaco, ou do blazer, sem o perigo de o sujar já que, uma vez acondicionada no interior, a banana, mesmo que muito madura, não apresenta o perigo de se babar.

pequeno resto

há este homem, que depois da morte da mulher, a família mete num lar, e que se recusa a levar consigo tudo o que possui, até a sua própria roupa pessoal.
e hei eu que, sem o conhecer, lhe presto homenagem escrevendo este post à luz, belamente coada, do pequeno candeeiro de loiça, em forma de casa, que já o iluminou a ele.

11.1.09

hoje

primeiro as coisas começaram a fazer sentido,
depois o sentido começou a fazer as coisas.

4.1.09

atenção mimas e jucas

vão ao fim desta página e vejam o que lá está para vocês!

bifes

do chacal muito melhores que do touro!

indie 2009

acabou o intervalo feito nas filmagens. recomeça amanhã, na capital, a rodagem do filme no qual venho acumulando os papéis de argumentista, realizadora, produtora, actriz principal e secundária, espectadora e crítica, montadora e projectista. recomeço assombrado/a, neste começo de 2009, pelas mesmas dificuldades que marcaram o final de 2008: falta de dinheiro para a produção, pouca imaginação para o argumento, qualidade medíocre da representação, ausência de figurantes e de distribuidor.