25.7.08

fantástico

este email de publicidade que acabo de receber:

see why US presidents have always come to us for an overview of world affairs...
except one.














The Guardian Weekly gives you the global perspective with news, comment and analysis from the Guardian along with features from the Observer and the Washington Post, plus articles translated from Le Monde, France's leading daily paper.


It has always appealed to individuals who appreciate being informed and intellectually stimulated and who like to make up their own minds.


So, it makes you wonder why the White House did not renew its subscription after George W Bush became president.

(Go on George, there's still time!)

17.7.08

os tigrinhos

para o teco-teco poder praticar em casa

shoewars

nada fazia prever, ontem à noite, entre o champagne e a cerveja, que na parte traseira das aristocráticas sandálias beiges estivesse anunciado em letras grandes e coloridas
CHEERGO
To go one's war
Dakar 2000
mas é exactamente o que revela a claridade da manhã e de espírito.

16.7.08

o círculo fecha-se.
do campogrande ao jardimdaestrela vai o passo de um anão.
ou talvez não.

online cloud

13.7.08

amigos para sempre

entre todos os meus amigos só um tem o atrevimento de me contar "coisas más" que outros amigos comuns lhe dizem a meu respeito. contra todas as suas expectativas, creio, fico absolutamente furiosa com ele e não com os amigos em questão. na verdade, desde que eu não saiba, é-me completamente indiferente que alguém diga-mal-de-mim-nas-minhas-costas (para isso é que nós temos dois lados creio, um para ver outro para não ver).

de resto parece-me a coisa mais natural do mundo os amigos dizerem mal uns dos outros uns aos outros - a quem de resto haveriam eles de o dizer? para mim a máxima deve ser a de que "amigos amigos defeitos à parte". se não fossem os nossos verdadeiros amigos quem teria pachorra e obrigação de aturar os nossos defeitos? os conhecidos não teriam de certeza e os inimigos muito menos... quem senão um amigo tem a amizade suficiente para aturar o amigo chato, o amigos crava, o amigo infeliz, o amigo malcriado, o amigo pouco inteligente, o amigo vaidoso, o amigo embirrento, o amigo de direita (quando não mesmo o de esquerda, festiva ou ortodoxa)?

não me custa nada a acreditar que os meus amigos digam "mal de mim" nem que o digam aos nossos amigos comuns pois só esses, que se conhecem e me conhecem, entendem, se interessam e são afectados pelas minhas malfeitorias. pela minha experiência própria, sei que o mal que se diz (digo) dos amigos tem um prazo de validade muito curto - é para comer na altura, e é de natureza mais projectiva do que representativa - o que me aborrece neles costuma ser aquilo de que menos gosto em mim.

do que não tenho experiência própria (e talvez por isso não perceba o amigo em causa) é da prática de ir contar ao mal-dito o mal que alguém me disse dele. e julgo que não quero vir a ter pois me parece que se, em qualquer grupo de amigos, vários fizessem o que este amigo (me) faz (não o que disse mal mas o que me contou o mal dito), em menos tempo do que o diabo esfrega um olho termo-nos-íamos todos perdido uns aos outros. como amigos.

le style c'est soi

detecto uma mudanca de estilo: dos posts-jóias (minuciosa e vagarosamente trabalhados) para os posts-vómitos (despejados de sopetão).
será por falta de tempo? pelo gosto da mudança? hesito. mas estou mais inclinada para encontrar uma explicação no uso do iphone como suporte da escrita: a sua tecnologia permitir escrever literalmente em cima do sentimento.
tenho pena, no entanto, porque tendo a gostar mais de ler o efeito de distância do que o efeito de proximidade. mas acho divertida a constatação da influência, determinante, dos instrumentos e dos materiais na forma das formas, e por essa via, nos conteúdos, produzidos.

insustentável leveza

desde que encetei a transcrição matinal dos sonhos nocturnos fico bastante frustrada quando ao acordar constato a ausência (ou o esquecimento) da actividade onírica. é que nunca como agora estive tão disponível para sonhar e tão entusiasmada para os guardar-trabalhar.
foi de resto quando deixei de ter medo de sonhar que deixei de ter insónias. agora vou todas as noites a correr para a cama excitada pela ideia de me pôr a jeito para o aparecimento dos sonhos. as noites passaram então a ser parecidas com os dias: no escuro morro-durmo para escrever o que sonhei, com a claridade acordo-vivo para escrever o que vivi.
nos dois casos, o mundo vai-me passando ao lado - o irão, as crises, externas e internas, o pacheco pereira, tudo vejo sinto ao longe, um pouco desfocado, até mesmo o medo de que a força centrífuga da realidade do real, o peso concreto da sua materialidade, me arraste para dentro da brutalidade do turbilhão.

sic

"esta és tu que eu adoro"