5.4.07

obrigada guida

acabo de saber que estou agora (res)guardada no armário do quarto da AP. tens ideia do que é que isto potencia nesta retoma de trabalho interior?
para começar voltei a dormir no quarto dos meus pais. para acabar voltei
a ver a porta a fechar-se-me na cara (aqui dentro está escuro e silencioso, o que ajuda a imaginação a funcionar e por isso não consigo dormir).

hospital da luz

curiosidade satisfeita: a lente foi de 18. sei agora que a pedida, de 15, só apareceu uma hora depois. efectivamente teria sido difícil esperar, com a incisão feita, 60 minutos, pela lente indicada.é colocada portanto a única que está à mão. do cirurgião. e assim não ganhei 3 pontos (como cheguei a imaginar, no meu eterno optimismo) mas perdi 4.
F...-SE!
e no entanto, era previsível. bastava ver os acabamentos escandalosos da construção, os espaços totalmente desqualificados, o mau gosto da cor dominante (popopaca) que das paredes salta para os lenços e mocassins das enfermeiras, a brutalidade e soturnidade do ambiente. em suma, a arquitectura de pato bravo - entre o palácio de justiça e a universidade privada.* gostava de saber quem foi o autor.
acrescento, ao comentário do taxista de hoje: "o que é que a senhora quer, nós nunca tivemos empresários, só temos merceeiros - é o continente, o jumbo, e mais os não sei quantos."
além de 'merceeiros' começamos agora a ter também 'enfermeiros': isto é, financeiros que investem na 'saúde', ou, vistos por outra lente (15 ou 18?), usurários a fazer negócio com a doença.

* para quem achar que a descrição é feita out of ressentimento, devo dizer que tenho testemunhas de que a apreciação (arquitectonica) foi feita antes da intervenção (cirúrgica)

grafitis

num programa de rádio no qual se perguntava aos ouvinte se consideravam os grafitis como 'arte' ou como 'vandalismo', uma sábia sentença :
"... não é que a arte tenha de ser bonita. a arte até pode ser feia. como o picasso, por exemplo. só que a arte a gente não temos que ir ver. é diferente os grafitis."

teste desta semana

3.4.07

belleville

só hoje consegui perceber como funcionavam as linkagens. por isso é que só hoje vai a bela, mas nada doce, vida. quanto à tua pergunta: claro que a expressão era 'pessoas sem documentos'. só neste país é que se usa os 'ilegais' para aqui e os 'ilegais' para ali. em todos os orgãos de informação, rtp 1 e 2 incluídas. a pontos de os próprios estrangeiros sem papéis a terem já adoptado no seu discurso. ainda ontem me insurgia com uma jovem brasileira que me dizia ser 'ilegal'. nem sequer era 'estar'...

KM

tanto podia ter sido a 3 como a 5. a verdade é que (não) foram.
acaba por ser hoje a camisola KM (mesmo sem decote em v)

2.4.07

resistência 4

vítor hugo seixas gomes quer carrinha em portimão assinado vítor hugo seixas gomes

resistência 3

- oh mãe porque é que o pai me trata por 'pá'? conta a mãe do menino-bebé de 5 anos ressentido pelo 'pá' que não ouve na relação do pai com as irmãs.
- e você não lhe disse que era apenas por ele ter uma pilinha?
tinha dito.

1.4.07

resistência 2

- quem diz que os homens choram às escondidas nunca adormeceu um filho ou um neto: viram para nós a cara, da qual escorrem, públicamente, as lágrimas e o ranho, para que vejamos a sua tristeza. gemem alto e gritam de boca aberta para que oiçamos o seu desgosto.
- os bébes do sexo masculino ainda não são homens...
- anjinhos - como se nascessem sem sexo?
- não. nascem com sexo mas sem género. nós é que lhes construímos o género.
cumprido o sacramento do baptismo, adormeceste finalmente ao meu colo a fazer festas no meu pescoço. só pelo teu corte de cabelo percebia que não eras a tua irmã (nem o teu pai, for that matter)

resistência 1

"quem pode resistir a uma criança?"
não será possível fazer um texto, um conto, um romance, uma vida, apenas com frases alheias? o prazer de escutar.