23.12.10

do olhar o mundo

abro os olhos abro-os muito largos. os olhos cada vez mais largos lagos largo-os húmidos e frescos como de uma chuva que sabe a orvalho. são já os olhos que se abrem só por si alastrando líquidos pela cara que me molham os cabelos. transbordam para o mundo sempre mais abertos o mundo lhes transbordando para dentro - olhos ao verem e mundo por serem vistos.

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