19.2.10

com ou sem

sem televisão, sem internet, sem telefone fixo nem dinheiro para o móvel, só com os seus próprios pensamentos, pode-se viver muito bem ou muito mal. o que não se pode é não viver como tantas vezes acontece quando se tem livre acesso a todo esse material de entre tenimento e auto esquecimento.

6 comments:

  1. não se preocupem! esta tarde carregarei o móvel (suponho que se trata do telefone e não de uma cómoda de avó de gv) e só se não quiser é que não contacta o odiado mundo de entretenimento.

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  2. Como diria a nossa C. Campo "é uma viagem necessária.... saber viver sem a técnica." Podemos? "Quando o homem parece murado na sua técnica como um insecto no âmbar." É uma maneira de nos ganharmos a nós próprias, uma fidelidade, um retorno

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  3. Eu tinha feito um comentário anterior mas não sei se entrou, duvido. Mas tens toda a razão, sem tudo isso pode-se viver cá dentro

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  4. gosto da associação à 'fidelidade' e ao 'retorno'. e maravilha-me a imagem do 'insecto no âmbar'. qualquer uma destas tuas duas ideias me entre tem. ou sou eu que as entre tenho a ambas. entre temo nos com o que está entre nós, isto é, precisamente com o que, não existindo em nós mas no espaço entre entre nós, não nos tem mas entre tem. não sei bem porquê, talvez saiba um pouco, fica para depois, mas o que me vem à cabeça é a ideia do deleuze sobre não se desejar uma coisa mas um conjunto, sobre não se desejar um conjunto mas num conjunto. esta ideia do desejo como uma configuração. e de onde vêm as ideias?

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  5. enquanto tentava exterminar um exército de formigas, vá-se lá saber porquê, lembrei-me deste teu post e de Fernando Pessoa: "o poeta é um fingidor..." :-)

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  6. e lembrou-se vexa muito bem!

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