16.10.11

meditação sobre a morte

à pequena perspectiva da mortalidade individual junta-se agora a grande perspectiva da mortalidade social. da mortalidade nacional, mais imponente, à la barreto, não me ocupo.

aniversários

fez um mês. estivemos em fez. nenhum aniversário se repete. la llorona. já não me consigo lembrar.

27.9.11

os acordes,

ora soltos ora frásticos, de uma flauta celebrando uma vida - esta morte? a tarde gelou disse o Tiago.

quand vient la fin de l'été

angosto vai se prolongando por selembro.

de vela

- olá prima. estive aqui sentado sozinho de manhã antes de toda a gente chegar. - sabe tão bem não é?

7.9.11

privilégio

nunca me tendo acontecido estar nisto sem ter de tomar decisões ou entrar em quaisquer negociações, sobra me o tempo todo, livre de toda a distração, para a contemplação da morte. e para o que parece ser um arremedo de oração - pedido de paz e de clemência.

5.9.11

do pão e do mundo

tenho pisado terreno minado com uma quase completa inconsciência. como será agora, acordada que fui para o carácter religioso e/ou telúrico do que manipulo? tinha havido um sinal no antigamente da vida mas eu, claro, não lhe prestei a atenção devida - ainda que o não tenha esquecido.

31.8.11

regret after regret - a few silent stats

o que você fez muito mal foi ter ido para Macau.
se calhar.

diálogo

- pois é minha senhora--- deve ser muito bom ser rico...
- pois deve... e tu o que é que fazias se fosses rico?
- se eu fosse rico?! eu?---- se eu fosse rico---  oh minha senhora ~~~~~--------- cocó!

pedido

- o que você podia era abrir um pouco esse vestido...
- qual vestido?
- esse... saia... levantar um pouco
- assim?
- sim. mais um pouco por favor, desde que não seja inconfortável para si.