27.9.11

os acordes,

ora soltos ora frásticos, de uma flauta celebrando uma vida - esta morte? a tarde gelou disse o Tiago.

quand vient la fin de l'été

angosto vai se prolongando por selembro.

de vela

- olá prima. estive aqui sentado sozinho de manhã antes de toda a gente chegar. - sabe tão bem não é?

7.9.11

privilégio

nunca me tendo acontecido estar nisto sem ter de tomar decisões ou entrar em quaisquer negociações, sobra me o tempo todo, livre de toda a distração, para a contemplação da morte. e para o que parece ser um arremedo de oração - pedido de paz e de clemência.

5.9.11

do pão e do mundo

tenho pisado terreno minado com uma quase completa inconsciência. como será agora, acordada que fui para o carácter religioso e/ou telúrico do que manipulo? tinha havido um sinal no antigamente da vida mas eu, claro, não lhe prestei a atenção devida - ainda que o não tenha esquecido.

31.8.11

regret after regret - a few silent stats

o que você fez muito mal foi ter ido para Macau.
se calhar.

diálogo

- pois é minha senhora--- deve ser muito bom ser rico...
- pois deve... e tu o que é que fazias se fosses rico?
- se eu fosse rico?! eu?---- se eu fosse rico---  oh minha senhora ~~~~~--------- cocó!

pedido

- o que você podia era abrir um pouco esse vestido...
- qual vestido?
- esse... saia... levantar um pouco
- assim?
- sim. mais um pouco por favor, desde que não seja inconfortável para si.

o que é que eu posso fazer?

- creio que agora só podes fazer o que mais coragem exige: entregar-te.
eu sei que é muito difícil - aceitar que nada podes fazer senão deixares fazer: façam de mim o que quiserem.
- mas isso é o que eu faço desde bebé...
 

19.8.11

i just wish you may have

the serenity to accept the things you cannot change, the courage to change the things you can, and the wisdom to know the difference.