3.4.07

KM

tanto podia ter sido a 3 como a 5. a verdade é que (não) foram.
acaba por ser hoje a camisola KM (mesmo sem decote em v)

2.4.07

resistência 4

vítor hugo seixas gomes quer carrinha em portimão assinado vítor hugo seixas gomes

resistência 3

- oh mãe porque é que o pai me trata por 'pá'? conta a mãe do menino-bebé de 5 anos ressentido pelo 'pá' que não ouve na relação do pai com as irmãs.
- e você não lhe disse que era apenas por ele ter uma pilinha?
tinha dito.

1.4.07

resistência 2

- quem diz que os homens choram às escondidas nunca adormeceu um filho ou um neto: viram para nós a cara, da qual escorrem, públicamente, as lágrimas e o ranho, para que vejamos a sua tristeza. gemem alto e gritam de boca aberta para que oiçamos o seu desgosto.
- os bébes do sexo masculino ainda não são homens...
- anjinhos - como se nascessem sem sexo?
- não. nascem com sexo mas sem género. nós é que lhes construímos o género.
cumprido o sacramento do baptismo, adormeceste finalmente ao meu colo a fazer festas no meu pescoço. só pelo teu corte de cabelo percebia que não eras a tua irmã (nem o teu pai, for that matter)

resistência 1

"quem pode resistir a uma criança?"
não será possível fazer um texto, um conto, um romance, uma vida, apenas com frases alheias? o prazer de escutar.

31.3.07

lista de compras

1. camisolas em V sempre!
2. saída de A. carregada de 'bens' manuscritos
3. entrada dos três desejos profissionais de M:
a) o gozo de ser pedreiro: por os tijolos e ver aquilo a crescer - a produção
b) o prazer de falar com ministros, putas, velhinhas, gente do dia e da noite - a interacção
c) a alegria, também a não desdenhar, de ser chauffeur de uma velhinha rica e chata - a relação
4. vivam os 60 anos, única idade realmente sex-agenária
5. borbulhas encarnadas

citação

inesperadamente citada (melhor diria 'citado') em Taiwan

maria trigoso - Google Search

29.3.07

a Descoberta (ou a Aparecida)

a mudança, é-nos dito, decorre da 'competição' (não 'interacção') entre as duas forças operativas do/no mundo: 'filia', que junta as coisas, e 'neikos' que as separa. isto é, uma constrói a outra destrói - valores absolutos, ao que parece. não se transformam mutuamente. no amor não está presente o principio do ódio nem no ódio o amor. tese e antítese, portanto. só mais tarde virá a síntese talvez
deste lado temos dois valores, igualmente opostos mas de natureza radicalmente diferente: quando se encontram, no tempo, transformam-se mutuamente. o que anula a ideia de conflito e acentua absolutamente a ideia de relação de cooperação.

a partir de uma outra perspectiva, ver-se-ia a filia como o 仁 - a relação de cooperação entre dois humanos, o amor, a benevolência, etc. mas como entender 'neikos'? 仁 não é o termo de qualquer par (ele é o par).

em contrapartida, se a aproximássemos de 文, teríamos o 武. e as coisas poderiam funcionar. desde que, naturalmente, estivessemos dispostos a dar o salto mor(t)al que é ver em 文 a amizade, isto é, a relação de cooperação/construção, e em 武 a não-relação, logo a separação/destruição. afinal é sempre para alguém que nos decoramos a nós próprios e que (nos) escrevemos e descrevemos.

era então a ti que procurava sem saber, a ti que escrevia sem perceber.

(a)filia

do verbo 'afiliar-se': afiliar-se numa relação (real ou ideal)
o substantivo: aquilo que permite a filiação (numa relação)
mas havia mais: a metáfora do 'útero mental' subjacente à qual está a tese de que a galinha precede o ovo
estamos portanto no (pre)domínio da relação. apropriado portanto.

27.3.07

a recordada

(como) serei recordada?
por quem?