1 month ago
26.1.11
23.1.11
on feeding Love
A ciascun'alma presa e gentil core
nel cui cospetto ven lo dir presente,
in ciò che mi rescrivan suo parvente,
salute in lor segnor, cio è Amore.
nel cui cospetto ven lo dir presente,
in ciò che mi rescrivan suo parvente,
salute in lor segnor, cio è Amore.
Già eran quasi che atterzate l'ore
del tempo che onne s tella n'è lucente,
quando m'apparve Amor subitamente,
cui essenza membrar mi dà orrore.
del tempo che onne s tella n'è lucente,
quando m'apparve Amor subitamente,
cui essenza membrar mi dà orrore.
Allegro mi sembrava Amor tenendo
meo core in mano, e ne le braccia avea
madonna involta in un drappo dormendo.
meo core in mano, e ne le braccia avea
madonna involta in un drappo dormendo.
Poi la svegliava, e d'esto core ardendo
lei paventosa umilmente pascea:
appresso gir lo ne vedea piangendo.
lei paventosa umilmente pascea:
appresso gir lo ne vedea piangendo.
do wings & things
I do not understand what I do. For what I want to do I do not do, but what I hate I do.
21.1.11
15.1.11
12.1.11
à dúzia
é ainda o ciclo dos doze: ramos terrestres, animais, tribos de israel, meses do ano, discípulos, horas am e pm, etc. o doze é a completude, a dúzia.
não admira portanto que o número 'doze' aponte para o entendimento maior e para a grande sabedoria - ele é o número do conhecimento adquirido através da experiência da vida, aquele que nos permite a calma no seio da turbulência.
é o 'doze' que marca o fim da infância, logo, como diria la palisse, o começo da fase de maioridade. já chegou a altura, já se está à altura.
negativamente, o doze pode ligar-se à depressão provocada pelo sentimento de resignação com o curso dos acontecimentos.
não admira portanto que o número 'doze' aponte para o entendimento maior e para a grande sabedoria - ele é o número do conhecimento adquirido através da experiência da vida, aquele que nos permite a calma no seio da turbulência.
é o 'doze' que marca o fim da infância, logo, como diria la palisse, o começo da fase de maioridade. já chegou a altura, já se está à altura.
negativamente, o doze pode ligar-se à depressão provocada pelo sentimento de resignação com o curso dos acontecimentos.
perdidos e achados
não tenho sido capaz, nos últimos tempos, de encontrar, no vulgar, a glória. dia após dia, cada dia por viver me tem aparecido como se fosse um dia já vivido - a manhã cedo a saber a fim de tarde, a tarde cansada e gasta como uma noite mal dormida, as noites cegas por um branco de néon (felizmente as lâmpadas económicas lançaram já uma nova gama, redentora, de luz amarela), que ao quotidiano remove todo mistério e sedução.
até hoje.
até hoje.
31.12.10
anos e anos
vivo o último dia do ano que está para partir como gostaria de viver os dias do ano que está para chegar. tão importante quanto o celebrado dia de ano novo é, para mim, o (meu) dia de ano velho. neste dia da anual transição, gosto de pensar nas pessoas nas quais quero continuar a pensar para o ano; gosto de ver os amigos que quero continuar a ver, de fazer as pequenas coisas com que gosto de fazer a grande coisa que é vida de cada qual; gosto de ler, ou de ouvir, ou de vestir, aquilo que quero continuar a ler, ouvir e vestir no ano seguinte.
não sou dos entusiasmados que à meia noite batem panelas para correr com o ano velho assim festejando a chegada do ano novo; pertenço ao grupo dos melancólicos que se despedem, com lágrimas e suspiros, do ano que termina. independentemente do que nele se passou, eu envolvo-me, e muito, com o ano que estou a viver - não quero, de um dia para o outro, ficar inteiramente sem ele.
é por isso tudo que gosto de olhar para a passagem de ano mais como uma lenta transformação - de um ano noutro - do que como uma súbita mudança - de um ano velho por um ano novo.
não sou dos entusiasmados que à meia noite batem panelas para correr com o ano velho assim festejando a chegada do ano novo; pertenço ao grupo dos melancólicos que se despedem, com lágrimas e suspiros, do ano que termina. independentemente do que nele se passou, eu envolvo-me, e muito, com o ano que estou a viver - não quero, de um dia para o outro, ficar inteiramente sem ele.
é por isso tudo que gosto de olhar para a passagem de ano mais como uma lenta transformação - de um ano noutro - do que como uma súbita mudança - de um ano velho por um ano novo.
29.12.10
o anjo da história

A Klee painting named Angelus Novus shows an angel looking as though he is about to move away from something he is fixedly contemplating. His eyes are staring, his mouth is open, his wings are spread. This is how one pictures the angel of history. His face is turned toward the past. Where we perceive a chain of events, he sees one single catastrophe which keeps piling wreckage upon wreckage and hurls it in front of his feet. The angel would like to stay, awaken the dead, and make whole what has been smashed. But a storm is blowing from Paradise; it has got caught in his wings with such violence that the angel can no longer close them. The storm irresistibly propels him into the future to which his back is turned, while the pile of debris before him grows skyward. This storm is what we call progress.
Walter Benjamin
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