23.5.10

sic mulher

- então ontem foste almoçar com eles e não lhes disseste que a tua mulher tinha morrido? fiquei tão admirada quando percebi que os tipos não sabiam de nada. só tu...
- só eu? que mal é que tem não ter dito nada? então havia de ir maçar as pessoas!? e o que é que eu lhes ia dizer? 
voltando-se para o cunhado:
- ouve lá… tu não fazias o mesmo?
- fazia...
- pois não, não tem mesmo mal nenhum - eu só invejo é essa vossa discrição, ou contenção, masculina.

sic notícias

"por causa da primeira não casei com o meu pai e por causa da segunda não casei com o seu pai."

informação sic

"quando a minha morreu só ela é que morreu. mas, quando passados muitos anos, morreu o meu pai a minha mãe também morreu. agora, com a morte da minha irmã, foram os meus pais que morreram também."

sic

"olha é a segunda vez que venho a este cemitério. a primeira foi para o teu pai..."

21.5.10

this is so home.

17.5.10

profissão: proprietária

tudo começou quando, por um conjunto de circunstâncias várias, tive pela primeira vez acesso a um comando um comando de televisão. mas só agora, tantos anos depois dessa rudimentar epifania doméstica, as formas, cada vez mais fálicas, destes verdadeiros instrumentos de objectiva libertação (feminina? pessoal?) me saltam assim tão à vista. 

ai fône da minh' alma

objectivamente, o meu um iPhone é o bloco, o lápis e a borracha que trago sempre comigo. 
subjectivamente, ele é o meu urso de peluche (coisa que nunca tive), uma chucha, ou uma fralda bem madurinha: mesmo sem novos podcasts para ouvir não passo uma noite sem o ter na cama comigo.  dantes mantinha-o debaixo da almofada, ultimamente meto-o, ao peito, por baixo do édredon, mesmo junto ao coração.

esmero

cuidando de si próprio como se de outro se tratasse.