2 months ago
2.2.10
31.1.10
a apple devia
criar um iPoems qualquer do qual fosse possível descarregar poemas avulso. sim, uma loja de poesia on-line, à semelhança do iTunes, onde tanto se podem comprar os álbuns como as canções que os constituem.
30.1.10
a escrita
procura o encadeamento sintáctico que encadeia as palavras em cadeia e na cadeia. a cadeia que, ao encadeá-las as desencadeia do cadeado da própria escrita. o que a escrita procura é uma ca(n)deia: que, ao mesmo tempo que encadeia, encandeia.
* voilà comme une toute petite 'lettre' peut changer le sens. e sabe-se comme changer le sens est changer le monde.
28.1.10
左手写汉字怎么办?
há os que condenam (e com base no inevitável argumento da especificidade chinesa, afirmam ser possível "fazer tudo com a mão esquerda, excepto escrever sinogramas") ; há os que elogiam (我们用右手写字是被人为规定的。其实这是无跟据的,如果你从小用左手写可能比用右手的人还要聪明); e há os pragmáticos cujas regras para lidar com o "problema" podem ajudar a s. e o r., os dois canhotos, de um grupo de três tongxue, que agora se iniciam na escrita dos caracteres chineses. têm ainda um tieba ao dispor.
27.1.10
a vida ao calhas
de vez em quando os "contactos" do meu iphone perdem ou os nomes ou os números; o que é indiferente pois em nenhum dos casos consigo falar seja para quem for. no entanto uma ou duas horas depois, via mobile me, ou outros esquema qualquer que me ultrapassa, o que desapareceu tem voltado sempre a aparecer fazendo com que a ordem regresse à agenda, isto é, que os nomes das pessoas se voltem a casar com os seus respectivos números de telefone.
desta vez, passadas mais de 24 horas sobre o desaparecimento das pessoas, os meus quase 500 números de telefone continuam anónimos e abandonados numa agenda real mas não actual.
olho divertida para esta lista de números, que sei corresponderem a corpos, imaginando ser assim que o mundo me há-de aparecer se um dia perder a memória: está tudo lá mas nada passa para cá; deve passar a apetecer viver ao calhas (como vivem os vagabundos) e deixar-se do aristocrático viver à propos (estilo de vida dos oito príncipes).
desta vez, passadas mais de 24 horas sobre o desaparecimento das pessoas, os meus quase 500 números de telefone continuam anónimos e abandonados numa agenda real mas não actual.
olho divertida para esta lista de números, que sei corresponderem a corpos, imaginando ser assim que o mundo me há-de aparecer se um dia perder a memória: está tudo lá mas nada passa para cá; deve passar a apetecer viver ao calhas (como vivem os vagabundos) e deixar-se do aristocrático viver à propos (estilo de vida dos oito príncipes).
26.1.10
in-definição
aqui, como no flickr, o que me interessa é o processo do mundo. ou o mundo em processo. o que, sendo por natureza impossível de representar na sua absoluta inteireza, não deixa de ser sondável através da paciente representação dos seus múltiplos micro processos.
talvez então te pudesse explicar o flickr (como explicaria o blog se alguém mo tivesse perguntado): não, não é a representação visual do processo da minha vida mas sim a representação visual do processo de uma vida; de resto, o processo da minha vida só me serve (e eu só o sirvo) por ele não ser se não um processo do mundo.
25.1.10
a forma
é pela procura da forma, uma busca ora divertida ora penosa, mas sempre morosa e trabalhosa, que lá vou conseguindo controlar as emoções.
é sob esse aspecto que isto, o que quer que isto seja, é escrito e é salvífico.
na sua qualidade escrita, esta coisa é uma imprescindível distanciação, uma mera construção, uma espécie de anti-confissão.
24.1.10
confúcio, valéry et moi
digo outra vez que desgosto de convicções e outras convictas opiniões. isto é, desgosto de quem sobre tudo tem uma opinião, de quem sobre tudo e todos a mantém, dos que são mais pequenos do que as suas opiniões, dos que as preservam das opiniões alheias, dos que não mudam de opinião nem dela se fartam ou descartam.
daí o entusiasmo ao encontrar, em paul valéry (aqui citado), a mesma rejeição pelas pessoas "que se confundem com as opiniões que lhes ocorrem" ou, noutra formulação, pelas "pessoas dotadas de convicções e fés".
muito à semelhança de confúcio (无可无不可), valéry descreve-se: "mas eu me distingo das minhas, e isso é quase o que me define. sou aquele que não é / não sou / o que lhe ocorre."
bonito não é?
daí o entusiasmo ao encontrar, em paul valéry (aqui citado), a mesma rejeição pelas pessoas "que se confundem com as opiniões que lhes ocorrem" ou, noutra formulação, pelas "pessoas dotadas de convicções e fés".
muito à semelhança de confúcio (无可无不可), valéry descreve-se: "mas eu me distingo das minhas, e isso é quase o que me define. sou aquele que não é / não sou / o que lhe ocorre."
bonito não é?
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